Publicado por: webcinco | março 9, 2009

Você tem um minuto para ler essa matéria!

Por Rodrigo Arantes

Pois é, não dá. Salvo os leitores dinâmicos, ler esse texto em um minuto é um pouco difícil. Mas, você pode assistir a um vídeo em um minuto, ou talvez até seis produções em um único minuto, seria o vídeo nanominuto, prato cheio para quem costuma dormir no meio do filme, agora você pode concluir algo até o final.

A inusitada oportunidade de aproveitar culturalmente tão bem o tempo assim está no MASP até o final deste mês. O nome autoexplicativo da exposição é: 1000 minutos de 80 países. Trata-se de pequenos vídeos do famoso Festival do Minuto, uma forma inovadora de contar histórias e passar mensagens. Orgulhosamente esse projeto surgiu aqui no Brasil, em 1991 e influenciou iniciativas semelhantes em mais de 40 países, entre eles a Holanda, que é a organizadora desta exposição.

Após visitar a exposição, a impressão é de que os melhores produtores de videosminutos são os pioneiros, ou seja, os brasileiros são de longe os mais interessantes. Muitos vídeos produzidos pelos estrangeiros parecem mais uma espécie de “conflito do eu interior com o eu exterior”.

O mais divertido de tudo realmente são os vídeos de nanominutos (duração de 10 segundos). A sensação é a mesma de quando lemos a última página de algum gibi da Turma da Mônica: é quase sempre uma piadinha curta e bem bolada, como a produção SP-Tókio, de Nando Olival.

Além dos televisores instalados no primeiro e segundo subsolo do saguão, um telão bem no centro, no chão do museu pode ser visto a qualquer momento, onde quer que você esteja. Lá realmente tem de tudo: o vídeo Tormenta no Entardecer, de Jorge Jimenez trás a beleza das imagens; Inveja de Mirela Martinelli mostra com perfeição e aflição um olho (de mentira, mas parece bem real) sendo costurado; já a produção Lipstick do sueco Jennifer Petterson, parece ter mais de duas horas, apesar de eu ter cronometrado e confirmado: dura apenas um minuto.

A produção sueca, assim como tantas outras caem no que a arte anda tropeçando muito ultimamente, é tudo conceitual demais, e a beleza vai ficando de lado, você nem consegue entender e nem consegue achar bonito.

Do mais, vale a pena sim, como associou muito bem o criador e curador do Festival do Minuto, Marcelo Masagão, aqui os vídeos têm duração de um minuto “não para vender sabonete, mas cultura”.

Quem tiver alguns minutinhos, ou até mesmo nanominutinhos, pode aproveitar a oportunidade na faixa, basta correr para o MASP nas terças-feiras, e se achar que só encontrou conceitos e não encontrou beleza, pegue o elevador e alimente seu olhar com a nova percepção do acervo permanente: Olhar e ser visto. Afinal, nem muitos minutos podem substituir alguns segundos olhando para o Azul e Rosa de Renoir.

Serviço:

MASP

Av. Paulista, 1578 – São Paulo – SP veja o mapa de como chegar

tel. (11) 3251.5644 / Fax. (11) 3284.0574

Horário de funcionamento:

Quinta-feira, das 11h às 20h.

Terça, quarta, sexta, sábado, domingos e feriados, das 11h às 18h.

(a bilheteria fecha com uma hora de antecedência).

Ingressos

R$15,00 (inteira) e R$7 (estudante com identificação da instituição).

Entrada franca somente as terças.

Grátis para menores de 10 e maiores de 60 anos.

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Responses

  1. Rodrigo [com Clarinha]

    Muito legal a matéria. Dá vontade de, realmente, correr para o MASP. Agora.
    Parabéns pelo texto fluído, “descolado”.
    Parabéns por tudo.
    Grande abraço.
    pe. Ricardo


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